sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A verdade sobre o atendimento e a entrega do jornal Folha de São Paulo

Dia 20/08 recebi aqueles famosos e-mails da Folha de São Paulo, oferecendo 15 dias de jornal gratuito. Decidi fazer um teste.

Digo teste porque por mais de três vezes eu já tentei ter assinar o jornal e tive problemas de entrega e atendimento.

Das assinaturas em meu nome, a primeira foi em 2004 quando eu já estava morando aqui em Peruíbe. Recebi um panfleto através de uma compra que fiz no site Submarino e liguei pra central de atendimento confirmando o interesse. Resumindo, dos 15 dias de "degustação", se eu consegui receber adequadamente e ler o jornal por 2 foi muito. Evidentemente que acabei não efetivando a assinatura.

Em março desse ano imaginando que os problemas de 2004 tinham sido superados, decidi mais uma vez aceitar um e-mail enviado ofertando o período de 15 dias de "degustação". Aceitei, e logo no primeiro dia comecei a ter problemas. O jornal era arremessado na piscina ou no quinta e os cachorros rasgavam ou simplesmente não era entregue.

O que me motivou por varias vezes entrar em contato com a central de atendimento da Folha de São Paulo e relatar os ocorridos. Tentaram adotar algumas medidas como, definir um local exato pra que o jornal fosse colocado e outra foi marcar um horário pra que o jornal fosse entregue em mãos. Por mais normais que pareçam esses dois procedimentos, eles não foram cumpridos, e pior, ainda teve um dia que eu acordei umas 7:30... 8h pra receber o jornal e fiquei lá plantado e ninguém apareceu. Com motivos mais do que suficientes mais uma vez eu descontinuei a assinatura, e defini uma postura de nunca mais ser assinante do jornal Folha de São Paulo. Postura essa que eu endosso.

Como tenho o blog, e anteriormente tive esses problemas eu resolvi testar novamente e relatar aqui.

Recebi o e-mail e assinei sem a menor chance de continuar sendo assinante. Apenas para relatar a entrega e seus possíveis problemas, esses que eu já imaginava que iam se repetir.

No dia 20/08 fiz o pedido. Dia 22/08 foi confirmado sob o número 134835. A primeira dificuldade foi a demora no começo da entrega do jornal. Na proposta dizia que o jornal começaria a ser entregue em até 5 dias. E eu só fui receber por volta do sétimo dia.

Os exemplares começaram a ser entregues nos primeiros dias no vão do portão e depois arremessados no quintal de casa. Até esse momento eu não estava vendo grandes dificuldade já que eu não tinha especificado um local pra que o jornal fosse colocado e estava conseguindo ler o jornal.

De qualquer maneira acho que o vão do portão não é o melhor local para o jornal ser colocado, porque pode chover e molhar ou alguém passar e pegar. E ser arremessado no quintal muito menos, já que tenho 3 cachorros. Por sorte, nos primeiros 10 dias ninguém roubou o jornal do vão do portal, e quando ele foi arremessado de dentro de casa nenhum cachorro rasgou ou fez xixi em cima.

No décimo dia entrei em contato com a central de atendimento para avisar, como previsto, que eu não continuaria a assinatura. Conversando com a atendente Leila, expliquei os motivos, as assinaturas anteriores, e conversei sobre a entrega atual... que não achava que estava sendo entregue no melhor lugar, mas que não estava tendo dificuldades em efetivamente ler o jornal.

Acho que com essas informações e com um intuito de mudar a minha opinião definitiva da Folha de São Paulo, ela insistiu com uma prorrogação de mais 15 dias gratuitos. Eu autorizei, deixando claro que não achava uma boa idéia. Mas ela disse que acompanharia e que eu não teria nenhum problema.

E mais uma vez a minha "profecia" se concretizou. Eu só recebi o jornal dentro da piscina ou no quintal onde os cachorros pegaram.

Liguei no dia 20 novamente e fui muito mal atendido pela Natalia Almeida. Que diante da situação realmente não tinha o que argumentar, porém ela decidiu simplesmente não fazer nada!

Ontem dia 27 foi o último dia de recebimento e de teste da entrega e do atendimento. Para fechar com chave de ouro o jornal foi "gentilmente foi deitado sobre a água da piscina". Sendo assim eu não consegui ler o jornal!

Termino mais uma vez a "degustação" com uma indigestão!

Eu não moro em um lugar de difícil acesso, e nem coloco armadilha em casa para o entregador. Recebo normalmente a revista VEJA, EXAME e a revista VOCÊ S.A. Também já tive assinatura de varias outras revistas e em sua maioria, com exceção quando não tem alguém em casa, elas são entregues em mãos e em perfeito estado.

O que está sendo analisado é a entrega/distribuição e o atendimento.

O conteúdo editorial é incontestável qualidade.

De nada adianta um conteúdo bom se eu não consigo ler o jornal.

É importante ressaltar que a distribuição e entrega do jornal é terceirizada.

O atendimento não é terceirizado, é feito por funcionários da própria Folha de São Paulo. O que pra mim demonstra que a situação é bem grave! Quando é terceirizado a empresa fala que a culpa não é dela. De qualquer maneira ela é responsável. Agora quando o atendimento é próprio o erro é da própria empresa e a responsabilidade também.

Inacreditavelmente também, tenho muita dificuldade em encontrar exemplares nas bancas de jornal. Tentei por varias vezes relatar esse problema a Folha de São Paulo e a mesma se resume em dizer que ela entrega a quantidade de jornal que o jornaleiro pede. E o jornaleiro diz que a Folha que só entregou um exemplar pra ele.

Não sei quem é o errado na história, sei apenas que o jornaleiro não pode decidir ser um distribuidor. Ou seja, ele só pede 1 exemplar por dia, porque todo dia o "Joãozinho" compra. Se o "Joãozinho" ompra todo dia a Folha deve efetivar uma assinatura pra ele! É mais fácil pra ele e mais fácil pra Folha.

Em contra partida a Folha deve verificar periodicamente a distribuição e apresentação dos seus produtos. E orientar melhor os jornaleiros.

O jornaleiro não pode simplesmente solicitar 10 mil exemplares, sabendo que ele não vai vender tudo isso. Mesmo porque a Folha nem permite isso, o jornal é consignado, ou seja, é deixado na banca, o que não vender a Folha recolhe e sobre o que vender a Folha da 30% para o jornaleiro.

Então se você não ta encontrando jornal isso é sim um problema de logística da Folha de São Paulo.

P.s: Em contato ontem com a Folha de São Paulo, conversei com a Vanessa Monteiro do setor de qualidade que ficou de enviar em e-mail com um posicionamento da Folha em relação aos fatos descritos, para que fosse publicado aqui. E mais uma vez o atendimento deixa a desejar já que a Vanessa sabendo que não iria mandar nenhum e-mail ficou me enrolando o que atrasou a publicação desse post que era pra ter ocorrido ontem. De qualquer maneira a oportunidade foi concedida.

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